 Comecemos por desfazer os enganos. Aquele “cabras” com “k”,
que lhe dá um ar modernaço, vem
mesmo das cabras. O seu proprietário,
Manuel Marques Marquitos, nas suas andanças
de empresário e homem de sete ofícios,
em dado tempo teve uma exploração
agrícola e criou cabras, mesmo do outro
lado da estrada onde fica o restaurante. Passou
assim a ser conhecido por Manuel das Cabras.
E quando há uns sete anos resolveu lançar
mão a uma tasquinha, serviu-se do nome
porque era conhecido para dar a conhecer o seu
bar. Cheiro para o negócio é o
que se poderá dizer deste baptismo com “k” e
com cabras. A partir de então foi sempre a crescer. “O
bar tinha licença de porta aberta até às
quatro horas da manhã, mas eu tinha-o
aberto 24 horas sobre 24 horas”, diz Manuel
Mariquitos. Este facto alargou-lhe a clientela,
mas trouxe-lhe problemas com os parceiros do
ramo. E tanto assim foi que teve mesmo de cumprir
a lei e o bar passou a fechar às duas
da manhã. Foi o primeiro passo para o
restaurante. Ficou a saber que peixinhos do rio
fritos, leia-se peixes rei e enguias, eram dinheiro
em caixa. |