Kabra's Restaurante

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A história do Restaurante Kabra's
   

Foi assim que se virou para o peixe do rio, apanhado ali a dois passos em pleno Tejo, na albufeira da Ortiga. O cartaz era o achigã frito ou grelhado, mas o achigã é como os turistas: só se vê no Verão. Ora o restaurante dura todo o ano, portanto tinha se trabalhar com um peixe que houvesse todo o ano. A aposta foi óbvia: a fataça. “Obrigava as pessoas a comer fataça”, conta Manuel Mariquitos. “Dizia-lhes: “Experimentem! Se não gostarem, não têm de pagar! E elas acabaram por me dar razão”. Mas a fataça grelhada ou frita, ou os lombinhos de fataça, não foram impostos a seco. Talvez o grande segredo estivesse no acompanhamento. “Uma açorda de ovas de peixe que servimos com todos os pratos de peixe”.

Escolhido o engodo para atingir o público alvo, como agora se diz, pouco a pouco vieram as reformas e as melhorias. Lá por dentro o restaurante foi aumentado e alindado, com tudo o que havia à mão: seixos do rio para o chão, madeiras para forrar meias paredes e tecto, uma valente cabeça de javali para decorar a lareira e, depois, um sem fim de alfaias e artigos dos tempos que já lá vão, mais umas centenas de garrafas de vinho presas a paredes e tecto. “Os clientes reparam nas alterações, e gostam!”.