Ao novo ambiente, estilo campestre-familiar,
juntou-se a elaboração do menu.
Se a imposição da fataça
foi tiro e queda, também havia que diversificar.
Nestas coisas de marketing há sempre o
respeito pelas minorias, que, às vezes,
somadas são uma grande maioria. E assim
apareceram na lista a lampreia (“de Janeiro
a Abril”), as enguias (“todo o ano”),
o achigã (“no Verão”),
o sável (“Abril, Maio, Junho”),
as fritadas à Kabra’s (“também
uma especialidade da casa”) e umas carnes
no carvão, de javali e porco preto, mais
uns maranhos (“buxo de cabrito recheado
de arroz de hortelã e miúdos de
cabrito”).
E a acompanhar? “Há de tudo, até vinho
'Esporão'", mas os vinhos da casa
são o regional de Mação
e o vinho em jarro de Pias.
Quanto ao doce? “As tijeladas de mel são
a nossa especialidade”. E há ainda
o arroz doce, o pudim de café, o leite
creme, o doce de abóbora. “Mas tudo
feito em casa!”.
Enfim, não está nada mal para
um restaurante que se chama Kabra’s Bar.
O que é preciso é arranjar tempo
para lá ir aos dias de semana, porque
aos fins-de-semana é melhor não
pensar, tanta a clientela. “O restaurante é familiar.
E se crescermos, acabou-se a qualidade”.
Assim seja!
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